Cleiton de Castro Personal Trainer

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26/11/07

Musculação e Menopausa

Mulheres, por que essa busca constante pelo emagrecimento? Sabia que um dia você vai entrar na menopausa?

No emagrecimento, não ocorre simplesmente o ato de "eliminar gorduras". Também há perda de massa muscular e de massa óssea, fundamentais para a manutenção e prevenção dos problemas relacionados à desmineralização óssea (osteopenias, que são doenças como osteoporose, artrite, artrose etc.). Com a menopausa, a mulher fica mais vulnerável a essa perda e, conseqüentemente, sujeita às doenças relacionadas a essa desmineralização.

Também ocorrem mudanças no padrão de distribuição de gordura feminina. Durante toda a vida, as mulheres têm uma distribuição de gordura mais externa (exógena) - no quadril, nas coxas, nos seios. Quem controla esse padrão de gordura são os hormônios femininos (progesterona, 17b estradiol). Apesar de a maioria das mulheres não gostar dessas gordurinhas, o interessante é que sua distribuição externa é benéfica para a prevenção das doenças relacionadas à obesidade (dislipidemias).

Na menopausa, há a diminuição e a irregularidade desses hormônios os padrões de distribuição de gordura começam a se tornar mais internos (igual ao que ocorre no corpo masculino), e a mulher passa a acumular gordura na região visceral (abdômen). Aumenta, então, o risco de doenças. Onde entra a musculação nisso tudo?

Primeiramente, é uma atividade que estimula a síntese protéica (captação, retenção e aumento das proteínas pelo músculo) e, conseqüentemente, estimula a mineralização óssea, promovendo a absorção de cálcio pelos ossos e reduzindo (muito) o risco das osteopenias. A musculação também oferece um alto gasto calórico e promove o ganho de massa muscular. Com o aumento de massa muscular, ocorre, paralelamente, um aumento no gasto energético, mesmo em repouso: você vai gastar mais calorias durante seu dia, melhorando e combatendo o padrão de gordura visceral que vem com a menopausa.

Então, mexa-se! Oriente-se com um profissional de educação física devidamente habilitado, que vai lhe fornecer as informações necessárias para melhorar sua qualidade de vida.

Fonte: A Notícia - Opinião/ SC

criado por cleitondecastro1    8:24 — Arquivado em: Sem categoria

19/11/07

Mitos do Exercícios

Cientistas colocam em xeque alguns mandamentos, como fazer alongamento depois da atividade física.

Desde que o mundo entrou na onda do exercício, a partir da febre da aeróbica nos anos 80, muito conhecimento foi produzido para estabelecer os parâmetros de treinamentos eficazes. Agora, a medicina do esporte entra em uma nova era: a da ciência da recuperação. O objetivo é encontrar a forma mais eficaz de garantir que o esforço feito durante a malhação não se perca por causa de atitudes posteriores equivocadas.

Essa linha de pesquisa já produziu informações importantes - algumas derrubam conceitos hoje em uso. É o caso das que dizem respeito à alimentação. Era consenso que o praticante deveria se alimentar antes do exercício, dando preferência aos carboidratos. Esse grupo de alimentos - do qual fazem parte pães e massas - é o grande responsável pelo fornecimento de energia às células. Mas o que se acredita agora é que o ideal é comer, se possível, até meia hora após o treino. Este é o período no qual o músculo está mais ávido para absorver a glicose contida nos carboidratos, e seu fornecimento acelera a recuperação muscular. Além disso, impede que as células busquem repor a energia gasta retirando-a das proteínas. Quando isso acontece, boa parte do trabalho feito para tonificar o músculo vai por água abaixo, já que as proteínas são parte importante do fortalecimento muscular.

"Por isso, deve-se fazer o que chamamos de refeição de vestiário, logo após a atividade", explica o fisiologista Turíbio Leite de Barros Neto, coordenador do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte, ligado à Universidade Federal de São Paulo.

Outra discussão é a necessidade de ingestão de vitaminas e minerais. Esses nutrientes reduzem a produção dos radicais livres, moléculas fabricadas durante a execução dos exercícios e que podem danificar os músculos. O que se pondera é se indivíduos que têm alimentação balanceada e não fazem atividades de alta perfomance, como atletas profissionais, realmente necessitam de uma suplementação vitamínica. Muitos especialistas acreditam que para o praticante convencional isso não seria preciso. Nesse quesito, a ciência ainda não chegou a uma resposta definitiva.

Porém, um dos pontos mais polêmicos é sobre o alongamento. Estudiosos como Turíbio defendem que a prática pode ser prejudicial. Ele sustenta sua opinião com o argumento de que o músculo precisa de descanso. "O alongamento é feito para dar flexibilidade ao músculo. Mas isso só ocorre quando ele está íntegro. O problema é que após o treino ele apresenta microtraumas. É como esticar um elástico cheio de pequenas rupturas. Pode romper", diz o fisiologista.

Outros especialistas acreditam no contrário. "Feito sem exagero, o alongamento ajuda na recuperação muscular", afirma Rogério Teixeira da Silva, da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia. "Hoje chamo isso de resfriamento. Depois de uma partida de tênis, o atleta faz uns 12 minutos de bicicleta, por exemplo, e alonga por não mais do que cinco minutos", diz. "Não há evidências científicas suficientes para abolir a recomendação de alongar após a atividade", afirma Arnaldo Hernandez, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte. Como se vê, em relação a isso, a discussão ainda vai longe.

Fonte:Isto É 7/11/2007

criado por cleitondecastro1    13:42 — Arquivado em: Sem categoria
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